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domingo, 10 de outubro de 2010

CRACK NEM PENSAR: SC precisa de 400 leitos novos para os dependentes

Secretaria da Saúde diz que as prefeituras ainda não apresentaram seus projetos para 

pleitear as vagas oferecidas pelo governo federal

Municípios de todo o país já podem disputar a criação de novos leitos em hospitais e centros especializados, prevista no Plano Integrado de Enfrentamento do Crack do governo federal.

As regras para que as cidades se candidatem aos 6.120 leitos para o tratamento de usuários foram divulgadas no fim do mês passado, quatro meses após o anúncio da criação de um plano nacional contra o crack. Mas, até o lançamento dos editais, Florianópolis era a única cidade catarinense que havia manifestado interesse em ampliar o número de leitos para o tratamento de dependentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição das novas vagas em hospitais e centros especializados vai depender do interesse e dos projetos dos municípios. A coordenadora do programa de saúde mental da Secretaria de Estado da Saúde, Elisia Puel, afirma que um diagnóstico já foi feito. SC possui 1.150 leitos em hospitais e clínicas psiquiátricas e precisaria de mais 400, conforme a secretaria. No entanto, segundo Elisia, não chegaram projetos para pleitear os leitos e não há previsão.

No total, o governo federal criará 3.620 vagas em hospitais gerais e outras 2,5 mil em comunidades terapêuticas. Cidades com mais de 200 mil habitantes poderão disputar um dos 50 Centros de Atenção Psicossocial para dependentes de álcool e drogas. Já os municípios pequenos, com no máximo 20 mil moradores, terão direito a 225 Núcleos de Apoio à Saúde da Família, nos quais será feito o atendimento inicial dos usuários.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkosi, as prefeituras não têm estrutura para arcar com as novas responsabilidades.

– Como é que os municípios vão fazer concurso para médicos, psiquiatras e enfermeiros pra atender? Onde estão os recursos para estas contratações? – questiona Ziulkoski.

De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, os prefeitos não têm motivo para se preocupar:

– Não há nenhum risco. As internações serão financiadas pelo governo, e os recursos, repassados diretamente aos municípios.

Para outras ações, SC terá disponíveis R$ 15,1 milhões, com recursos dos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social. Os serviços de assistência aos usuários e familiares terão R$ 6,9 milhões. Outros R$ 8,2 milhões serão investidos no combate ao tráfico nas fronteiras.

A secretária nacional adjunta de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, diz que a secretaria já capacitou 144 mil pessoas que desempenham atividades relacionadas ao tema. Esses profissionais terão acesso ao curso Supera, específico na área de prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social de usuários de crack e outras drogas, oferecido em modalidade à distância pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

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