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domingo, 19 de setembro de 2010

Epilepsia: falta informação

A epilepsia é considerada uma das doenças neurológicas mais frequentes no mundo. Segundo pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), este problema afeta cerca de quatro milhões de pessoas apenas no Brasil.

A doença, que é uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. 

A doutora Joyce Macedo, neurologista do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, explica que "ter crises epilépticas não significa o mesmo que ter epilepsia, pois existem
muitas situações que provocam crises epilépticas isoladas, como uso de drogas, infecções como meningites, parasitas cerebrais, tumores cerebrais,
dentre outros. Para ter epilepsia é necessário que o estímulo nocivo seja corrigido e, mesmo assim, haja persistência das crises epilépticas".

A médica ressalta que "o cérebro funciona 'movido' por eletricidade das células neuronais num equilíbrio dinâmico. Quando algum fator ou interno ou externo desequilibra essa transmissão, ocorre uma descarga elétrica anormal e excessiva ou síncrona que é chamada de crise epiléptica".

Ela salienta que "as crises são divididas em focais e generalizadas. São chamadas de crises focais devido ao início localizado e podem comprometer ou não a consciência. As crises focais podem se difundir por amplas áreas do córtex cerebral e se transformar em crises generalizadas; isto é, em convulsão, mais conhecida popularmente como ataque epiléptico. Porém, há crises que desde o início abrangem muitas áreas simultâneas, essas são chamadas de primariamente generalizadas. "Os sintomas variam de acordo com o tipo de crise generalizada", afirma.

Como agir: não é preciso ter medo
Em primeiro momento, mantenha-se calmo e tente acalmar as pessoas ao redor.
Não coloque absolutamente nada na boca do paciente. Ele não pode ingerir ou cheirar nada durante a convulsão.
Não tente manipular ou imobilizar o paciente na fase tônica, você pode provocar contusões e fraturas nele.
A convulsão tem três fases: tônica (endurecimento geral), clônica (movimentos repetitivos) e a fase de relaxamento. Nesta última fase, deve-se virar o paciente de lado, pois nesse momento o mesmo apresenta muita secreção pulmonar e salivação, podendo ter dificuldade para respirar devido à secreção e à musculatura da língua relaxada.
Não dê tapas na face do paciente, espere ele recuperar a consciência e sente-o. Faça perguntas simples "como qual é o seu nome", "aponte para a porta".
Deixe-o dormir, pois ocorrerá sonolência e fadiga após uma convulsão.
Leve ao hospital se a convulsão teve duração superior a cinco minutos ou se houve alguma queda preocupante.

Publicação: odiario
Fonte:  (Joyce Macedo, neurologista).


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