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domingo, 2 de maio de 2010

Site rastreia as emoções humanas pela internet

Publicado em: Qua, 28 Abr - 14h00

Por Ana Freitas

São Paulo, 28 (AE) - Reconhecer padrões é uma habilidade que já foi fundamental para a sobrevivência da raça humana. Precisamos nascer com a capacidade de reconhecer rostos, simplesmente para que possamos distinguir entre os seres que são nossos pais e as que não são.

Na medida em que a gente se perde cada vez mais no meio de posts e tweets, há outro tipo de reconhecimento de padrão que deve se tornar valioso. É a habilidade de enxergar modelos em meio a milhões de dados e tirar daí uma conclusão sobre as pessoas que produzem esses bits. Quem são, o que fazem, como se sentem, que lanche pedem quando vão ao McDonald’s?

Sep Kamvar e Jonathan Harris sabem do enorme potencial monetário de um mecanismo que possa medir esses detalhes. Mas foi sem essa intenção que projetaram o "We Feel Fine", um grande banco de dados que mostra como a rede se sente a cada dia, a cada hora. De acordo com Sep, o "We Feel Fine" funciona muito bem para entender o comportamento do público também como consumidor ou eleitor, e "é muito mais barato do que fazer pesquisas na rua".

O sistema varre a web - blogs e Flickrs - em busca de frases que comecem por "I feel"("eu me sinto" em inglês). Cada sentimento vem associado ao sexo de quem o reportou, ao lugar de onde o post foi escrito, à previsão do tempo naquele lugar, à idade do autor e à data do post. Coletando variáveis tão específicas, o "We Feel Fine" se torna um termômetro de como a internet se sente. E o sentimento da internet pode não ser o sentimento do mundo, mas é o mais próximo que já chegamos de medir algo assim.

"Observamos que as pessoas são mais parecidas do que diferentes, emocionalmente. Mas também observamos que as pessoas tendem a serem mais felizes quando ficam mais velhas, que as mulheres expressam tristeza mais frequentemente que os homens, e que o Natal desperta amor e solidão. Há muita observações nessa linha", relatou Sep sobre algumas das conclusões a que ele e Jonathan chegaram com o projeto.

É possível, por exemplo, sondar como se sentem as afegãs de 20 anos quando chove. Ou então, filtre direto pelo sentimento: quantas pessoas se sentem, começando pela letras A, abstratas, anormais, absurdas?

A interface visual do site oferece uma navegação que aproxima o visitante de um mundo pulsante, cheio de gente dizendo, pensando e sentindo coisas. Cada sentimento é representado por uma bolinha, que varia de cor e tamanho de acordo com as características do sentimento que ela representa - cores mais escuras para sentimentos sombrios, cores mais claras para sentimentos alegres. Como o "We Feel Fine" coleta cerca de 15 mil novos sentimentos por dia, dá para dizer que o resultado - uma tela multicolorida em fundo preto, as bolinhas dançando caoticamente - é de fato uma representação artística do humor do mundo em determinado momento.

Os resultados deste estudo se tornaram livro. "We Feel Fine: An Almanac of Human Emotions" foi lançado em novembro de 2009 e reúne em infográficos e textos tudo o que Sep e Jonathan descobriram sobre os padrões do temperamento humano apenas catalogando posts de blogs. Foram mais de 12 milhões de sentimentos pinçados durante mais de três anos de blogs na internet.

O livro começa com uma citação de uma blogueira norte-americana: "Eu tenho um problema que tenho certeza que muitos outros blogueiros enfrentam: me sinto à vontade para compartilhar detalhes íntimos sobre minhas emoções com os estranhos que conheço online, mas tímida para expressar meus verdadeiros sentimentos para qualquer um que eu conheça na vida real". E é do conforto proporcionado pela tela que o "We Feel Fine" se alimenta. Nunca a humanidade esteve tão confortável para dizer o que sente, mas mais do que isso, nunca antes nós registramos tudo o que sentíamos da maneira como fazemos hoje.

Entender os sentimentos do mundo pode ser um caminho para entender melhor o ser humano também do ponto de vista científico. O trabalho de Sep e Jonathan foi o ponto de partida para dois cientistas de Vermont que criaram um medidor de felicidade em 2009. O "Hedometer" usou os dados agregados pelo "We Feel Fine", mas também analisou tweets para, em 2009, calcular o nível geral de felicidade no mundo para cada dia usando um banco de dados de 10 milhões de frases. Eles descobriram que os dias de mais felicidade são, sem nenhuma surpresa, os fins de semana e feriados. A eleição de Barack Obama foi responsável por um dos dias mais alegres dos últimos anos, enquanto a morte de Michael Jackson causou uma notável queda da felicidade.

E o estudo científico não é a única tentativa, além do "We Feel Fine", de rastrear os sentimentos da humanidade usando a internet. O Facebook já tentou fazer isso, e há outros sites que querem entender o quão felizes ou tristes as pessoas estão.

Jonathan Harris, o principal idealizador do "We Feel Fine", é um especialista em coletar dados e interpretá-los de maneira a entender o comportamento humano. Em seu site, Number27.org, ele diz que seus projetos "reimaginam como nos relacionamos às nossas máquinas e uns com os outros". Assim como o "We Feel Fine", todos seus trabalhos envolvem arte de alguma maneira. São mosaicos, colagens e exposição fotográficas que, na maioria, usam dados produzidos por humanos que depois são coletados e organizados por máquinas.

BOXE:

COMO É

1 - ‘I FEEL...’

O algoritmo do site varre a web atrás de posts e fotos com a frase ‘I feel...’ e registra esses textos

2 - QUEM SENTE O QUÊ?

O mesmo algoritmo coleta as palavras que vêm depois do ‘I feel’, a localização dos textos, a previsão do tempo, a data e o sexo do autor

3 - INTERPRETAÇÃO

A interface gráfica é gerada por um aplicativo java, e os valores definem cores e tamanhos


Fonte: http://br.tecnologia.yahoo.com


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